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terça-feira, 6 de novembro de 2007


Bom... começo mesmo a ficar sem elogios…

Mais uma excelente sessão, ladeada por duas interessantíssimas exposições. Uma mais detalhada, mais técnica, por parte do Daniel Melo, outra mais envolvente, pessoal, pelo António-Pedro Vasconcelos.

Tivemos ainda, há que destacar, a presença activa da audiência, que em sessão aberta se apresentou e comentou o curso até ao momento (volto a agradecer os elogios).

Chegámos, agora, a meio da nossa experiência.

Comentem aqui a sessão de hoje:

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O dia de hoje.


Daniel Melo


António-Pedro Vasconcelos



O dia de hoje.



Sessão 5.

Cultura popular e cultura de massas no Portugal do século XX



5 Novembro,

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Sessão 5. António Pedro Vasconcelos

António-Pedro Saraiva de Barros e Vasconcelos
(Leiria, 10 de Março de 1939) é um cineasta português. Foi um dos jovens cineastas que se lançaram no movimento do Novo Cinema.
Aluno do Curso Superior de Filmografia, na Universidade de Sorbonne (Paris IV), António Pedro Vasconcelos é um dos cineastas representativos do Cinema Novo Português com o filme Perdido por Cem, de 1973. Foi responsável também por alguns dos filmes portugueses que maior sucesso comercial tiveram nas salas nacionais, como O Lugar do Morto (1984) ou Jaime (1999) - premiado com a Concha de Prata do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian.
Recebeu, em Portugal, os Globos de Ouro para Melhor Filme e Melhor Realizador, com Jaime (1998).
Os Imortais (2003) e Call Girl (2007) são os seus mais recentes trabalhos.
No cinema trabalhou também como produtor (tendo fundado a V.O. Filmes, a Opus Filmes e ainda o Centro Português de Cinema, que produziu a maior parte dos filmes do Cinema Novo). É argumentista, montador e teve participações como actor nalguns filmes.
Presença regular na televisão como comentador desportivo, apresentou nos anos 70 o programa Cineclube (RTP2), fez crítica literária e cinematográfica, chefiou a redacção com João César Monteiro do jornal O Cinéfilo, foi colunista da revista Visão e director da revista A Semana (suplemento do Independente, onde publicou textos vários). É autor de Interesse Público, Interesses Privados (2002) e foi Provedor do Leitor no jornal Rekord.
Em 1985 representou Portugal no Fórum Cultural de Budapeste, a convite do Ministro dos Negócios Estrangeiros. Presidiu ao grupo de trabalho encarregado pela Comissão Europeia de fazer o Livro Verde para a Política do Cinema e Audiovisual. Tem ministrado conferências e congressos em Portugal e no estrangeiro.
Presidiu à Associação Portuguesa de Realizadores (1978-1984), ao Secretariado Nacional do Audiovisual (1991-1993), o Concelho de Opinião da RTP (1996-2003). Foi professor da Escola de Cinema do Conservatório Nacional e é, actualmente, coordenador executivo da Licenciatura em Cinema, Televisão e Cinema Publicitário da Universidade Moderna.
Foi distinguido Cavaleiro pela Ordem do Infante D. Henrique.

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Sessão 5. Daniel Melo

Biografia de Daniel Melo
É historiador e investigador associado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Licenciou-se em História pela Universidade Nova de Lisboa (1992). Mestre em História contemporânea pela mesma instituição em 1997, com a tese Salazarismo e cultura popular, galardoada com o Prémio de História Contemporânea Victor de Sá (Universidade do Minho) e editada pela Imprensa de Ciências Sociais (2001). Doutorado em História contemporânea pelo ISCTE (2003), com a tese A leitura pública no Portugal contemporâneo, a qual foi também contemplada com o prémio referido supra e editada pela ICS (2004).

Colaborou em vários projectos de investigação, designadamente em Revivificação do património cultural expressivo português (coord. Prof.ª Salwa Castelo-Branco). Concluiu recentemente um projecto sobre a sociedade civil e o regionalismo em Portugal no século XX. Deste resultaram trabalhos sobre associações regionalistas no país, ex-Império colonial e na diáspora, incluindo estudos de caso para o Alentejo, Trás-os-Montes, Beiras e Madeira. Além das teses, publicou, entre outros, os seguintes estudos:

–“A FNAT entre conciliação e fragmentação”, Vozes do povo. A folclorização em Portugal, org. de Salwa Castelo-Branco e Jorge Freitas Branco, Oeiras, Celta Editora, 2003;
–“«Um povo, uma cultura, uma região»: a história exemplar da Casa do Alentejo”, Trabalhos de Antropologia e Etnologia, v. XLV (1-2), 2005;
–“«Beiras e Pátria»: o regionalismo beirão e as suas relações com o Estado e a sociedade civil no século XX”, Ler História, n.º 51, 2006;
–“Alfabetização de adultos e leitura pública em Portugal no pós-II Guerra Mundial”, in Diogo Ramada Curto (dir.), Estudos de sociologia da leitura em Portugal no século XX, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian e FCT, 2006.
Para mais informações ver aqui.

Livros do autor:
Salazarismo e cultura popular (1933-1958), Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2001.
A leitura pública no Portugal contemporâneo (1926-1987), Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2004.

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